sábado, 22 de maio de 2010

Flamengo e Brasília invertem papéis em terceira decisão nacional consecutiva

A maior rivalidade do basquete brasileiro na atualidade estará novamente presente na final do Novo Basquete Brasil (NBB). Porém, a terceira decisão consecutiva entre Flamengo e Brasília, que começam a decidir o título nacional neste sábado, às 16h (horário de Brasília), no Rio de Janeiro, terá um ingrediente diferente. Pela primeira vez, o time do Distrito Federal terá a vantagem de decidir em casa a série melhor de cinco jogos.

Nos anos anteriores, o Flamengo contou com a força vinda das arquibancadas para sair com o título. Foram quatro vitórias em cinco partidas realizadas contra o Brasília no Rio de Janeiro pelos playoffs. Com a vantagem do mando de quadra nas mãos do rival, o clube carioca aponta o duelo em casa como fundamental para suas pretensões na série.

“Temos que fazer valer o nosso mando de quadra. Chegamos à final e agora temos a vantagem de jogar com um a mais, que é ter a 'nação rubro-negra' ao nosso lado. Vencer esse primeiro jogo é fundamental, ainda mais em casa, e nosso 'sexto jogador' vai entrar em quadra com a gente”, disse o ala-armador Duda Machado, do Flamengo.

Se o Flamengo conta com a motivação vinda das arquibancadas, o Brasília é movido pela possibilidade de revanche sobre o rival. As derrotas nos anos anteriores ainda ecoam no time do Distrito Federal, que chega à sua quarta decisão nacional consecutiva – foi campeão em 2007, em final contra o Franca.

“Esse é o maior clássico do basquete nacional e promete ser um grande desafio para gente. Principalmente porque temos o objetivo de reverter essa série de derrotas em finais para o Flamengo”, disse o ala Guilherme Giovannoni, que chegou ao Brasília nesta temporada e incorporou a rivalidade com o clube carioca. “Acho que a vontade de vencer aumenta pelo fato de termos perdido as duas últimas finais. O pessoal aqui tem essa revanche na cabeça”.

O Brasília chega à decisão com o status de favorito pela primeira vez. O time do Distrito Federal realizou a melhor campanha da primeira fase com 21 vitórias em 26 partidas. Nos playoffs, passou com facilidade pelo Bauru por 3 a 0, mas disputou uma série equilibrada contra o Minas, decidida apenas no quinto jogo.

Para realizar a melhor campanha da atual edição do NBB, o Brasília adicionou dois reforços de peso ao time vice-campeão no ano passado. O armador Nezinho e o ala Guilherme Giovannoni, que trabalharam com o técnico Lula Ferreira na seleção brasileira, foram indicados pelo treinador e deram maior consistência à equipe, que detém o melhor ataque da competição com uma média de 92,4 pontos por partida.

Conhecido por seu grande poder ofensivo, principalmente nos chutes de três pontos com Marcelinho Machado, o Flamengo chegou à final graças a força de sua marcação. O time carioca é dono da melhor defesa do NBB, com uma média de apenas 77 pontos sofridos por jogo, e aparece entre os líderes de roubadas de bola.

O grande nome do time carioca continua sendo Marcelinho Machado. O ala é o cestinha do campeonato nacional pelo terceiro ano consecutivo, além de liderar as estatísticas dos arremessos de três pontos. Nas semifinais contra o Franca, foi decisivo no quarto jogo da série com um chute certeiro nos segundos finais que garantiu a classificação do Flamengo.

“É um jogo de xadrez, onde todos os movimentos precisam ser bem pensados. Temos que ter atenção durante toda a partida e impor o nosso ritmo, dar a nossa cadência, e jogar com o coração. Queremos essa vitória e vamos buscar um bom resultado para começar bem a série”, disse Marcelinho.